A
misericórdia do que se entregou se renova sobre nossas cabeças, como se nos
oferecesse uma tela limpa. Sentimos sua
graça na vergonha que nos esconde. Sentimos seu amor no constrangimento que nos
intimida. Faz-nos lembrar de que, diante do seu poderio e perfeição, somos tão
minúsculos, frágeis e capazes de exercer, assim como ele, o perdão, o amor, a
humildade e a ética. Ante esse renovo,
somos artistas, dotados do poder de escolha, libertos, prontos, a cada manhã,
para modificar o modo como se pinta e o produto da aquarela.

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